Quarta, 01 de Outubro de 2014
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Corpo de policial morto na Rocinha é enterrado nesta quinta-feira

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Thaiana de Oliveira - 05 de abril de 2012 às 10:18

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - O corpo do cabo Rodrigo Alves Cavalcante, morto nesta quarta-feira (4), na favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, está sendo enterrado, na manhã desta quinta-feira (5), no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

Segundo a PM, o policial foi assassinado quando realizava uma abordagem de um suspeito na localidade conhecida como “99”, num beco próximo à rua 1, na parte alta da favela.

Durante o patrulhamento a pé na comunidade, um grupo de oito policiais militares identificou um suspeito e ao iniciar a abordagem foram surpreendidos pelo homem, que efetuou disparos contra os policiais, atingindo Cavalcante no ombro esquerdo, na altura da axila. Ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, mas morreu antes mesmo de dar entrada na unidade de saúde.

Cerca de 150 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e da Coordenadoria de Inteligência realizaram uma operação na comunidade, para tentar localizar o suspeito, identificado como Edilson Raimundo dos Santos. 

De acordo com a corporação, o suspeito já tem passagem pela polícia por tráfico de drogas. A Polícia Militar pede à população que ajude com informações que levem à captura do suspeito, através dos telefones 2332-8486 (Setor de Inteligência do BPChq) ou 2253-1177 (Disque-Denúncia). O anonimato será garantido.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca,

Outros casos

O policial militar é a nona pessoa assassinada na Rocinha desde fevereiro. No último domingo (1º), Alexandre da Cunha Fernandes, de 30 anos, conhecido como Dante, foi atingido na testa quando estava em frente a um bar. De acordo com moradores, ele tinha muitos inimigos por conta de acusações de estupro.

No último dia 26, Vanderlan Barros de Oliveira, conhecido como Feijão, ex-presidente da Associação de Moradores da comunidade, foi executado pelas costas com três tiros de pistola.

Em 2010, Vanderlan foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por lavagem de dinheiro. Ele foi intimado a depor com outros três réus, entre eles o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. A sessão estava marcada para o início de maio.

De acordo com a denúncia, ele era o tesoureiro do tráfico de drogas. Feijão ainda chegou ser preso, em novembro de 2011, mas acabou liberado. Contra ele havia um mandado de prisão expedido por associação ao tráfico de drogas. No entanto, o mandado já havia sido revogado em abril de 2011.

Segurança

A Rocinha está ocupada pela polícia desde novembro do ano passado. A medida é uma preparação para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na favela, ainda sem data prevista.

Há duas semanas o efetivo foi dobrado por conta do crescimento da violência. A expectativa é que nos próximos dias o número de policiais na Rocinha aumente para 700. Agentes dos batalhões de Choque e Florestal, além de militares recém formados buscam uma aproximação com os moradores e a intensificação do patrulhamento na região.

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