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O Repórter

Sandra Baptista

Sandra Baptista é psicóloga clínica, sexóloga, educadora, consultora de projetos sociais e educacionais e debatedora da Rádio Tupi do Rio de Janeiro.
Sandra Baptista

Fingir ou não fingir o orgasmo? Eis a questão!

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Sandra Baptista - 14 de abril de 2012 às 08:51

 

Cena do filme

Em primeiro lugar, devemos lembrar que em tudo que se refere à sexualidade é preciso usar acima de tudo usar o bom senso e cuidar para que tudo aconteça de forma mais natural e espontânea possível. E dentro dessa naturalidade e espontaneidade também se encontra o fingir ou não fingir um orgasmo.

Dessa forma, quando uma mulher pensa na hipótese de fingir ou não um orgasmo, tem que pensar, primeiramente, em qual o objetivo que vislumbra com tal atitude. E também, em até que ponto (ou por quê?) o ato de fingir irá beneficiá-la individualmente e/ou relacionalmente.

É bem verdade, que uma mentirinha como essa, de vez em quando, não faz mal algum para a relação e, dependendo do caso e da situação, poderá trazer, até, algum benefício para ela e/ou para o relacionamento.

Por outro lado, é necessário ter em mente, que se o objetivo é o de reforçar a obrigação do orgasmo a qualquer custo, talvez não valha à pena fingir. Uma vez que essa ditadura do orgasmo pode acabar distanciando a mulher do que deve ser o principal – o prazer na relação.

E para se chegar a esse prazer, é preciso entregar-se, sentir-se à vontade, não ter medo da reação do outro e nem de ser criticada pelo seu desempenho sexual. Assim, se o orgasmo não aconteceu em um determinado momento, pode ser que aconteça em outro. E o fato da mulher não ter conseguido alcançar o orgasmo, não significa que a relação tenha sido menos prazerosa. Nesse caso, obviamente, o ideal é que a mulher seja, apenas, verdadeira. E não precisar demonstrar nada, a não se o que realmente sente.

Lembro que não dá para viver apenas atrás do orgasmo e/ou preocupada com ele. Quem assim o faz, fica ligada na realidade, fica consciente, racional, durante as relações sexuais. E o prazer não vem do intelecto, mas sim do emocional, do afetivo. Por isso, é preciso acima de tudo ligar-se na sensação, relaxar, desligar-se das inseguranças, dos medos e das culpas.

Finalmente, o ideal mesmo, é permitir-se fantasiar, deliciar-se com as sensações, sair do ar, andar nas nuvens, mesmo sem a presença do famoso orgasmo. Aí sim, o que vier é lucro!

Gozar, desfrutar os momentos sexuais é certamente indispensável. Fingir ou não fingir um “orgasminho” de vez em quando, é um direito! Direito esse, que cabe apenas a mulher decidir, dentro daquilo que considere melhor ou pior para ela.

sandrabaptista@sandrabaptista.com

 


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