Quinta, 09 de Setembro de 2010
Peço permissão aos criadores deste jargão tão fartamente utilizado pelas vítimas dos mais variados males para utilizá-lo, neste caso, com a mesma veemência:
B a s t a !
Estou farto deste “circo” conhecido como F-1. Chega! Não assisto mais corridas onde sobre qualquer duelo pairam enormes dúvidas quanto à lisura do confronto. Se os interesses das “empresas” estão falando mais alto, ao ponto de o “bom profissional” ser aquele que pilota vislumbrando o melhor para a sua equipe, digo, “empresa”, então não me resta outra alternativa senão deixar de assistir a esses eventos de faz de conta. Cansei. Meus valores são outros. Em meus tempos de garoto, um piloto queria um carro para ganhar corridas, para buscar o título mundial. O tal Mundial de Construtores era apenas uma conseqüência. Parece não ser mais.
Não quero nem entrar no mérito do que fez Felipe Massa. Se é certo ou errado, pouco me interessa, sob qual aspecto for. Para um esportista, o que importa é vencer. Para um telespectador, o que importa é torcer pela vitória do seu escolhido. E agora? Como vou torcer para Felipe Massa? Terei que implorar também aos céus para que sua equipe (quer dizer, “empresa”) permita que ele conclua uma vitória que se encaminha? Ou será que terei que rezar também para que Alonso não esteja num bom dia, ou pelo menos que não esteja logo atrás de Massa na corrida, de forma que mensagens subliminares (nada sutis) não sejam disparadas pelo rádio? Confesso, ficou demais para mim. Encheu. Saturou. Pode não ser muito, mas a partir deste domingo, a TV não terá mais minha audiência. F-1 já era...
Felipe Massa, Nelson Ângelo Piquet e Rubens Barrichelo, em nome de suas “empresas”, fizeram o favor de minar meu interesse pela F-1. Não são representantes do Brasil no automobilismo. São brasileiros que trabalham para o bem das “empresas” que os empregam, das quais são “funcionários”.
Como não torço pelas empresas...
Mano x Muricy
Muricy Ramalho perdeu o trem da história. Dificilmente será chamado novamente para ocupar o cargo de treinador mais importante do Brasil. Preferiu não se indispor com o empregador. A torcida do Fluminense está em festa. A do resto do Brasil não. A lua-de-mel carioca está a pleno vapor. Pelo menos enquanto os bons resultados estiverem presentes. Porque se eles desaparecerem...
Mano Menezes é do mesmo nível de Muricy. Seu trabalho frente ao Grêmio e ao Corinthians foi bastante consistente. Sua escolha foi acertada. Tudo bem, em sua única convocação, às pressas, muito pouco pode ser falado. É um começo de trabalho, muito água ainda vai rolar, mas... qual a justificativa para chamar Jucilei?
Não vou discutir a qualidade do jovem atleta corintiano, mas discuto este critério de levar para a Seleção um jogador que não é titular em seu próprio clube. Clube que, aliás, era treinado pelo próprio Mano. E quanto a Elias, titular do mesmo clube na mesma posição por escolha do próprio Mano?
Pode ser só impressão, mas não parece que cada treinador escolhe um jogador símbolo de sua maneira de ver as coisas, diferentemente do resto dos mortais?
Cabeça de treinador às vezes é um mistério...
Ok, não me esqueci. Vamos aguardar as próximas convocações para confirmar as primeiras impressões.