Quinta, 09 de Setembro de 2010
Brasília (Agência Brasil) - O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse hoje (28) que as
críticas ao projeto de construção do trem de alta velocidade (TAV), que
vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas, representam um “falso
dilema”. Segundo ele, o governo não está optando por colocar os
recursos nesse projeto em detrimento de outros, pois a maior parte dos
investimentos virá da iniciativa privada.
“Às vezes ouvimos
afirmações dizendo que é melhor colocar os R$ 33 bilhões para fazer
obras metroviárias, ou outras alternativas para a aplicação dos
recursos. Mas o governo não está pegando recurso fiscal para gastar na
alternativa A ou B”, comentou o ministro.
Passos explicou que,
dos R$ 33 bilhões previstos para a construção da obra, R$ 3,4 serão do
Tesouro e o restante virá dos empreendedores responsáveis pela obra, que
poderão também tomar empréstimos públicos ou trazer fundos de outros
países.
“Quando se coloca a crítica ao investimento do TAV como
se houvesse uma alternativa e o governo estivesse com esse dinheiro para
colocar em favor de outros projetos alternativos, isso não se
sustenta”, ressaltou o ministro.
Em relação aos prazos para a
construção do projeto, o ministro disse que “em engenharia, quem diz
melhor os prazos é quem faz”. Segundo ele, o governo pretende iniciar as
desapropriações no próximo ano, assim que for conhecido o vencedor do
leilão e o traçado final da obra.
O ministro não quis adiantar
como estão as negociações com os interessados em construir o trem, mas
disse que existe um “caldeirão de possibilidades”. Segundo ele, grandes e
médias empresas brasileiras e estrangeiras estão manifestando interesse
em participar do leilão, que deve ser realizado em dezembro deste ano.