Segunda, 06 de Setembro de 2010
Brasília (Agência Brasil) - A hepatite C é a doença que causa o maior número de óbitos entre todos
os tipos de hepatite, de acordo com dados divulgados hoje (28) pelo
Ministério da Saúde, em razão do Dia Mundial de Combate às Hepatites
Virais. Segundo a diretora do Departamento de DST/Aids do ministério,
Mariângela Simão, mais de 70% dos casos desse tipo de hepatite se tornam
crônicos.
“Os grupos que são atingidos pela hepatite C são
grupos mais velhos, em especial por transfusão sanguínea. Essa hepatite é
silenciosa e, em 70% dos casos, se tornam crônicos. Além disso, não há
uma vacina disponível no mundo contra ela”, disse.
Em 2009 foram
confirmados no Brasil 9.794 casos de hepatite C e em 2008 foram 9.954
casos. Grande parte desses casos se concentram na faixa etária dos 50
aos 59 anos, que foram contaminados por meio de seringas não
esterilizadas e transfusão de sangue feitas até 1993, quando não havia
sido inciado teste para hepatite.
Outro tipo de hepatite que
também tem preocupado é a hepatite B, na qual cerca de 90% a 95% dos
casos se tornam agudos. Esse tipo de hepatite atinge principalmente a
faixa etária entre 20 e 59 anos. No ano passado foram confirmados 14.601
casos da doença no Brasil, que pode ser evitada por meio de vacina,
encontrada em toda a rede pública de saúde.
A hepatite B
normalmente é transmitida por meio de relações sexuais desprotegidas,
compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas, objetos de manicure
não esterilizados entre outras. Ela pode ser evitada por meio de
vacina, que é aplicada em três doses até os 19 anos, pelo uso de
camisinha e esterilização de objetos.
Em relação à hepatite A,
foram registrados no país ano passado 10.383 casos da doença, que atinge
principalmente a faixa etária de até os 12 anos de idade. A principal
forma de contagio é por meio da água contaminada, alimentos mal lavados,
mãos mal lavadas ou sujas de fezes ou objetos contaminados. Ela pode
ser evitada por meio de vacina.
A hepatite D foi a que teve o
menor número de casos confirmados no Brasil no ano passado, com 242
casos. Ela normalmente ocorre em conjunto com a hepatite B, pois o vírus
da hepatite D usa uma proteína do vírus da hepatite B para poder se
desenvolver. A hepatite D é adquirida pelo mesmo modo que a hepatite B e
o tratamento indicado é o mesmo para esses dois tipos da doença. A
vacina contra esse tipo de hepatite é o mesmo para o tipo B.