Segunda, 06 de Setembro de 2010
QUITO, 29
JUL (ANSA) - O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, defendeu hoje,
poucas horas antes de uma reunião da União das Nações Sul-Americanas
(Unasul), que os países-membros desse grupo criem uma comissão para
estimular um diálogo político e efetivo entre Venezuela e Colômbia, em
busca de uma solução à crise bilateral.
Em uma entrevista à
imprensa do país, Patiño explicou que levaria a proposta aos ministros
das Relações Exteriores venezuelano e colombiano, Nicolás Maduro e Jaime
Bermúdez, respectivamente.
Ambos já estão em Quito para o
encontro, previsto para as 15h locais (17h no horário de Brasília).
Antes da reunião com os representantes das 12 nações da Unasul, os dois
se reuniram separadamente com Patiño.
O primeiro a chegar na
capital equatoriana foi Bermúdez, que reiterou as acusações contra a
Venezuela, declarando que irá apresentar "muitas evidências e
informação" da gestão de Álvaro Uribe para comprovar a presença de
guerrilheiros colombianos em território venezuelano, o que é repudiado
pela nação vizinha.
Já Maduro disse que seu país participará do
encontro de chanceleres sul-americanos com "a maior vontade de união,
acreditamos que chegou a hora para retomar os caminhos da paz na
Colômbia, de uma paz justa".
Caracas anunciou o rompimento das
relações com Bogotá na quinta-feira passada, no momento em que a
delegação colombiana na Organização dos Estados Americanos (OEA)
apresentava ao Conselho Permanente da entidade continental os documentos
que comprovariam a presença de líderes guerrilheiros das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional
(ELN) em território venezuelano.
De acordo com Bogotá,
existiriam pelo menos 87 acampamentos das guerrilhas e cerca de 1.500
homens. O governo de Uribe acusa ainda o seu par venezuelano, Hugo
Chávez, de ser tolerante com os "terroristas" e criminosos.