Segunda, 06 de Setembro de 2010
ASSUNÇÃO, 29 JUL (ANSA) - O presidente do Congresso paraguaio, Oscar
González, do opositor Partido Colorado, destacou hoje que a gestão do
presidente Fernando Lugo é a que tem atuado com maior firmeza contra o
grupo armado Exército Popular Paraguaio (EPP).
González fez o
elogio ao comentar a morte de Severino Martínez em um confronto
registrado ontem. O suposto membro do grupo armado constava em uma lista
de procurados pelo governo, que oferece uma recompensa de US$ 100 mil
pela captura de cada um.
O deputado colorado -- cujo partido
governou o Paraguai por 61 anos até a eleição de Lugo -- disse ainda que
as gestões passadas também combateram o EPP, mas que o de Lugo o fez
"com maior intensidade". Porém, ele reiterou que "falta fazer muito" a
respeito.
Ao falar com a imprensa, ontem, Lugo rechaçou as
acusações de que seu governo teria ligações com o grupo armado. Na
quarta-feira, o jornal ABC Color publicou uma fotografia em que aparece o
presidente junto a Adriano Muñoz, irmão de uma mulher presa como
suposta integrante do EPP, além do chanceler venezuelano, Nicolás
Maduro.
Em junho, policiais paraguaias desmantelaram um
acampamento do grupo, onde encontram um comunicado com a oferta de US$ 1
mil pela "captura" do presidente.
O EPP, supostamente formado
por guerrilheiros em 2008, conta com poucos integrantes, mas têm apoio
importante da população empobrecida da região e já são acusados de
vários assassinatos e sequestros, de acordo com as autoridades.
Uma
das políticas implantadas por Lugo foi o Estado de Exceção em abril
passado e que permaneceu em vigor por dois meses, permitindo que
militares participassem das operações contra o EPP. Três dos cinco
estados militarizados localizam-se na fronteira com o Brasil.
Algumas teses locais e internacionais sustentam que o grupo tem objetivos políticos e são ligados ao narcotráfico.