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Segunda, 06 de Setembro de 2010

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Venezuela acusa Colômbia de manter 'doutrina de guerra'

Por Redação. - 29.07.2010 às 20:49:00 - 137 Views

QUITO, 29 JUL (ANSA) - O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, momentos antes da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), acusou hoje que o governo da Colômbia de manter "uma doutrina de guerra" e "violadora do direito internacional".

A nova acusação de Maduro foi feita minutos antes do encontro de chanceleres dos 12 países-membros da entidade regional, no qual é abordada a ruptura das relações diplomáticas entre Venezuela e Colômbia, anunciada na última semana e que fez com que os países da região se mobilizassem em favor de uma solução a esta crise.

"Viemos denunciar o governo da Colômbia por ter uma doutrina de guerra e violadora do direito internacional", afirmou o ministro ao chegar à Chancelaria equatoriana, onde ocorre a deliberação, cujo início estava previsto para as 15h locais (17h no horário de Brasília).

"Além disso, viemos propor um conjunto de ideias para que seja retomado o caminho da paz, dado que a última guerra de nosso continente é na Colômbia", reiterou o representante do presidente Hugo Chávez.

Ainda antes do encontro, um novo capítulo foi somado às tensões. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, fez críticas ao brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que havia se pronunciado sobre o tema.

"O presidente lamenta que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem temos cultivado as melhores relações, refira-se à nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como um caso de assuntos pessoais, ignorando a ameaça para a Colômbia e o continente", informou uma nota da presidência colombiana.

Uribe fez referência às declarações de Lula após o almoço com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ocorrido ontem.

Na ocasião, o mandatário disse não ter visto um conflito, mas sim discussões. "Temos que ter, primeiro, paciência, até que o presidente [Juan Manuel] Santos [sucessor de Uribe] tome posse", afirmou Lula.

Bogotá acusa Caracas de abrigar terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), o que é repudiado por Chávez que, em resposta, rompeu os vínculos bilaterais na última quinta-feira.




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