O Repórter

Médico é preso na Itália por simular vacinação contra Covid

Objetivo era ajudar antivax a obter certificado sanitário

Por OREPORTER.COM
11 de novembro de 2021 às 14:17
Atualizada em 11 de novembro de 2021 às 14:19
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Ansa
Certificado sanitário em papel e digital é exigido na maior parte das atividades na Itália
Certificado sanitário em papel e digital é exigido na maior parte das atividades na Itália

RAVENNA (ANSA) - Um médico de 64 anos foi preso em Ravenna, norte da Itália, sob a acusação de simular vacinações anti-Covid em pessoas antivax para permitir que elas obtivessem o certificado sanitário do governo.

Segundo a polícia, foram apreendidos 79 "passes verdes", documento distribuído para pessoas imunizadas, curadas ou testadas contra o novo coronavírus.

Desde 15 de outubro, esse certificado é exigido em todos os locais de trabalho na Itália, de modo que quem não se vacinou precisa realizar de dois a três exames por semana para não ter descontado o dia de salário.

O médico detido é acusado de peculato, falsidade ideológica e corrupção e foi suspenso pela Agência Sanitária Local de Ravenna.

A investigação nasceu na província de Belluno, após um homem antivax ter percorrido os 230 quilômetros que a separam de Ravenna para levar a filha menor de idade ao médico para se vacinar.

Exames posteriores mostram que a jovem não desenvolveu nenhum anticorpo após a suposta vacinação, situação também verificada em outros pacientes recém-imunizados pelo mesmo médico. O valor de cada fraude é estimado pela polícia em 500 euros.

Ainda de acordo com os investigadores, o médico retirou 15 frascos da vacina da Pfizer no início de outubro, totalizando cerca de 90 doses, sendo que 13 deles foram usados para fraudar o certificado sanitário. Ao mesmo tempo, as ampolas ficaram inutilizáveis porque foram mantidas em temperatura ambiente.

"Se as acusações forem confirmadas, estaremos diante de um caso gravíssimo que ofende toda a comunidade da Emilia-Romagna", afirmou o secretário de Saúde da região, Raffaele Donini.

"É de se indignar esse comportamento irresponsável em relação a uma população que, após quase dois anos de lutos, dores familiares e enormes sacrifícios econômicos, está se reerguendo com muito esforço para reencontrar a normalidade", acrescentou.

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