O Repórter

Anvisa amplia lista de chocolates Kinder proibidos no Brasil

Por Agência Ansa
28 de abril de 2022 às 20:41
Atualizada em 28 de abril de 2022 às 20:43
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EPA
Fábrica na Bélgica foi fechada por suspeita de contaminação por salmonela
Fábrica na Bélgica foi fechada por suspeita de contaminação por salmonela

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou na última quarta-feira (27) a lista dos lotes de chocolates com proibição de vendas no Brasil. Com a medida, ficam restritos todos os produtos da linha Kinder Schoko-Bons fabricados na Bélgica e importados ao país por suspeita de contaminação por salmonela.

A medida, publicada no Diário Oficial da União, também mantém a proibição da comercialização, da distribuição, da importação e do uso dos produtos da marca Kinder procedentes da Bélgica pela empresa Ferrero.

Segundo a Anvisa, "esse chocolate é fabricado nos sabores cacau e branco e está disponível em embalagens de 46g, 125g, 200g e 300g". Os chocolates fabricados pela empresa no território brasileiro não são afetados.

A decisão foi tomada depois que a "empresa Ferrero do Brasil informou ter identificado a comercialização de lotes desses produtos, importados por terceiros para o país".

"Já estão sendo tomadas todas as medidas para que o produto não seja encontrado nas lojas, mas é sempre importante que o consumidor saiba identificá-lo por meio da leitura das informações presentes na rotulagem", informou a Anvisa.

A Ferrero do Brasil informou que "não comercializa o produto no país", mas que "tomou conhecimento" de uma empresa terceira "com a qual não mantém relação comercial" e que importou "de forma independente" os chocolates Schoko-Bons. Mesmo assim, ela diz que vai fazer "o recolhimento voluntário" dos produtos.

"Todos os demais produtos Kinder distribuídos pela Ferrero do Brasil são seguros para consumo e não são afetados por este recolhimento", acrescenta.

Recentemente, foram descobertos na Europa mais de 130 casos de salmonela em produtos Kinder que saíram da fábrica na Bélgica, o que levou à retirada de itens da marca em diversos países do continente, como Alemanha, Itália e Reino Unido, e ao fechamento por precaução da unidade de produção afetada.

A Ferrero, no entanto, já havia dito que os produtos em questão "não são vendidos no Brasil, portanto não há que se falar em retirada destes itens do país".

Confira a nota na íntegra enviada pela Ferrero Brasil:

A Ferrero do Brasil informa que comunicou às autoridades sua decisão de proceder a um recall voluntário e preventivo de qualquer versão do produto KINDER SCHOKO-BONS, fabricados na Bélgica. Apesar da companhia não importar nem comercializar este produto no País, tomamos conhecimento de que empresas terceiras, com as quais não mantemos relações comerciais, o importaram de forma independente que fazem parte de recall conduzido no exterior e, assim, podem apresentar potencial contaminação por Salmonella.

As Resoluções nº 1.233, nº 1.292, nº 1.320 e nº 1.344, todas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apenas dão ciência da proibição de comercialização, importação e distribuição por parte de importadoras independentes ou qualquer outro agente econômico dos produtos que são objeto de recall no exterior, todos fabricados na Bélgica.

A Resolução nº 1.321, em particular, formaliza o recolhimento voluntário e preventivo apresentado espontaneamente pela Ferrero do Brasil dos produtos KINDER SCHOKO-BONS belgas, uma vez ter sido identificada a sua introdução no mercado brasileiro.

Pautando sempre sua conduta em proteção à segurança dos consumidores e qualidade dos seus produtos, a Ferrero do Brasil também voluntariou o seu recolhimento.

A empresa orienta que caso você tenha adquirido este produto, não o consuma e entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor pelo telefone 0800 701 6595, todos os dias das 9h às 19h ou pelo e-mail sacbrasil@ferrero.com para troca ou reembolso.

Todos os demais produtos Kinder comercializados e/ou distribuídos pela Ferrero do Brasil são seguros para consumo e não são afetados por este recolhimento.

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