O Repórter

Beija-Flor traz olhar sobre Maceió em seu desfile na Sapucaí

Escola foi a segunda a desfilar no Grupo Especial

Por Rafael Max
12 de fevereiro de 2024 às 02:26
Atualizada em 12 de fevereiro de 2024 às 02:35
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Alex Ferro/Riotur
Abre-alas da Beija-Flor de Nilópolis
Abre-alas da Beija-Flor de Nilópolis

RIO - Segunda escola de samba a desfilar na noite deste domingo (11), a Beija-Flor de Nilópolis apresentou o enredo Um Delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila, desenvolvido por João Victor Araújo. Trata-se de uma homenagem a Maceió, trazendo o olhar da cidade através de Benedito dos Santos, o Rás Gonguila, um filho de escravizados que acredita ser da realeza etíope. 

Com esse ponto de partida, a agremiação destacou a história afro-brasileira, entre a infância de Rás Gonguila, um descendente de escravizados, e o Quilombo dos Palmares, que era localizado em alagoas. A comissão de frente representou a infância de Benedito, enquanto que o abre-alas simbolizou a luta de Palmares.

Em seguida, foi a vez de falar sobre a cultura alagoana, como o carnaval de Maceió, fazendo um paralelo com as manifestações culturais preferidas de Rás Gonguila. O objetivo da escola foi fazer Maceió ser contada no olhar de Gonguila, que pulava o carnaval nos anos 1930, em Maceió.

A escola apresentou as etnias africanas, trazendo a lembrança de Gonguila, um descendente de monarcas etíopes. Alas representavam povos como as etnias Omím, Hamer, Musrsi e Karo.

Depois, a Beija-Flor retratou uma viagem da corte Nilopolitana rumo a Maceió, lembrando os desfiles clássicos da escola, como "A Lapa de Adão e Eva" (1985) e "Alice no Brasil das Maravilhas" (1991). A azul e branca finalizou o desfile com a diversidade cultural de Maceió, como crenças, tradições e saberes do povo.


Comissão de frente da Beija-Flor representa a juventude de Gonguila (Foto: Alex Ferro/Riotur)

Novamente, a Beija-Flor veio arrojada, com destaque para a força constante da comunidade, que garante um bom canto no samba-enredo. Porém, na reta final, houve um espaçamento entre alas, o que pode prejudicar a escola na apuração final caso algum jurado perceba a falha. Maior campeã do Sambódromo, a escola nilopolitana tenta voltar a conquistar um título, o que não acontece desde 2018.

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