O Repórter

Em conferência, Ucrânia diz que reconstrução custará US$ 750 bilhões

Evento em Lugano está arrecadando fundos para Ucrânia

Por Agência Ansa
04 de julho de 2022 às 17:04
Atualizada em 04 de julho de 2022 às 17:08
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Ansa
Conferência ocorre nesta segunda e terça-feira
Conferência ocorre nesta segunda e terça-feira

BRUXELAS - Durante a conferência para arrecadar fundos para a reconstrução da Ucrânia, que está sendo realizada em Lugano, na Suíça, a partir dessa segunda-feira (4), o premiê de Kiev, Denys Shmyal, informou que o governo estima que serão necessários US$ 750 bilhões para reordenar o país após a guerra.

"Para a reconstrução da Ucrânia será preciso, no momento, US$ 750 bilhões, e esperamos que a maior parte desses fundos venham dos ativos congelados da Rússia. Nós criamos um mapa digital, atualizado em tempo real, sobre a destruição causada pela invasão russa e nossos parceiros terão acesso a ele, servindo para a reconstrução do país", afirmou o premiê.

Em um discurso virtual, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pontuou que a atual guerra "da Rússia não é só uma tentativa de tomar a nossa terra, mas um desafio para todo o sistema europeu: quer provar que a Europa é fraca e não pode defender os seus próprios valores".

"A reconstrução da Ucrânia não é só um fato local, mas a missão de todo o mundo democrático", acrescentou ainda Zelensky. O mandatário ainda alertou que a resistência à agressão russa acabou colocando em prática "a maior reforma da área euro-atlântica, reunindo a Europa e revigorando a Otan como não se via há anos".

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a conferência é um "passo fundamental para concordar os princípios do esforço internacional de reconstrução da Ucrânia".

"A Ucrânia pode contar com o nosso constante apoio por todo o tempo necessário. O objetivo do Kremlin é minar a existência da própria Ucrânia como Estado e isso não vamos nunca permitir. Precisamos garantir que a Ucrânia não vença só a guerra, mas também a paz", pontuou Von der Leyen.

A ministra britânica das Relações Exteriores, Liz Truss, afirmou que é preciso criar "um novo plano Marshall para a Ucrânia" e que ele deve ser guiado por Kiev, citando o programa criado pelos Estados Unidos para a reconstrução europeia depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A representante de Londres ainda afirmou que é preciso fazer "investimentos imediatos" na economia ucraniana. "Precisamos dar para as pessoas esperança no futuro e precisamos fornecer meios para que elas se sustentem", pontuou ainda.

O evento reúne líderes de governos de diversos países ocidentais, bem como de organizações e empresas, e estuda como montar um plano de reconstrução eficaz e rápido para ajudar a Ucrânia. Os encontros presenciais e virtuais seguem sendo realizados até essa terça-feira (5).

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