O Repórter

Estado do Rio prepara hospitais e UPAs para enfrentar possíveis apagões

Parceria inédita inclui treinamento de profissionais e acionamento de protocolo em caso de interrupção de energia

Por OREPORTER.COM
12 de janeiro de 2024 às 15:33
Atualizada em 12 de janeiro de 2024 às 15:37
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divulgação / Rafael Campos
Em casos de falta de energia, o Centro Estadual de Emergência em Energia, no CICC, deve ser imediatamente acionado para cobrar das concessionárias o cumprimento da normativa.
Em casos de falta de energia, o Centro Estadual de Emergência em Energia, no CICC, deve ser imediatamente acionado para cobrar das concessionárias o cumprimento da normativa.

RIO - Uma parceria inédita entre as secretarias de Saúde e de Energia e Economia do Mar está montando uma força-tarefa para evitar que interrupções no fornecimento de energia afetem o funcionamento de hospitais e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAS). Esta semana, representantes das unidades foram apresentados ao Centro Estadual de Emergência em Energia, coordenado pela Seenemar, que tem entre suas funções cobrar das concessionárias o restabelecimento da energia dos serviços essenciais, em casos de interrupção, como prevê a resolução 1000/21 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Um protocolo de atuação de emergência já foi estabelecido e, em casos de falta de energia, o Centro deve ser imediatamente acionado para cobrar das concessionárias o cumprimento da normativa. Equipes dos hospitais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também estão sendo treinadas para verificações periódicas e simulações. A iniciativa foi apresentada no Seminário de Ações de Resposta a Emergências por Interrupção de Energia Elétrica em Unidades de Saúde, realizado nesta quarta-feira (10/01), e que reuniu 150 pessoas, entre diretores e coordenadores de manutenção de redes elétricas das unidades hospitalares.

"O Centro Estadual de Emergência em Energia, que inauguramos em dezembro passado, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, veio ao encontro de uma demanda importante. Agora, a unidade de saúde deve comunicar a falta de energia não apenas à concessionária, mas também ao Centro de Emergência. Não é possível que um grande hospital precise passar 24 horas sem fornecimento de energia, funcionando no gerador e sem que haja uma previsão de retorno confiável. A SES é a primeira secretaria que visitamos. É importante podermos contar com o conhecimento das equipes de saúde para aprimorarmos as soluções", declarou o secretário Hugo Leal.

A atuação do Centro Estadual de Emergência em Energia não se limita ao momento de risco, mas também à prevenção e à necessidade de investimentos para aumento de carga, por exemplo. A parceria das duas secretarias incluirá ainda a questão da eficiência energética, assim como a possibilidade de as unidades com maior consumo migrarem para o mercado livre, comprando energia por um preço menor de outros distribuidores, que não as empresas concessionárias. As ações incluem, por exemplo, a verificação periódica do nível de combustível dos geradores e testes de carga, com simulações de quedas de energia.

"A iniciativa é primordial para as atuações das equipes de Saúde. A SES está reforçando o preparo das equipes de suas unidades para situações de emergência, para que nenhuma tenha o seu funcionamento interrompido, especialmente durante o verão. Nosso novo protocolo prevê ainda ações preventivas", afirmou a secretária de Estado de Saúde, Cláudia Mello.  
 
Duas unidades estaduais são exemplos de boas práticas
 
O Hospital Estadual da Criança (HEC) e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede) foram as unidades escolhidas para apresentação de exemplos bem-sucedidos em protocolos de emergência.  

Localizado na Zona Oeste do Rio, o HEC acolhe pacientes em casos de média e alta complexidade como cirurgias gerais, ortopédicas, tratamentos oncológicos e transplantes renal e hepático. Tem infraestrutura própria para garantir o funcionamento dos equipamentos e procedimentos, com geradores e protocolos de emergência. Já o Iede, no Centro da Capital, realiza protocolos constantes de emergências, para atendimentos aos pacientes, além de garantir o funcionamento correto dos locais de armazenamento de medicações.

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