O Repórter

Rússia proíbe entrada de Biden e mais 962 americanos no país

Além do presidente, lista inclui o secretário de Estado dos EUA

Por Agência Ansa
21 de maio de 2022 às 11:04
Atualizada em 21 de maio de 2022 às 18:56
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EPA
Presidente dos EUA, Joe Biden, está proibido de entrar na Rússia
Presidente dos EUA, Joe Biden, está proibido de entrar na Rússia

ROMA - O governo russo anunciou neste sábado (21) que proibiu a entrada de 963 norte-americanos, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou a agência Interfax.

A lista publicada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia também veta o acesso ao território russo do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o chefe da CIA, William Burns.

As proibições têm apenas um impacto simbólico, mas foram decretadas em resposta às sanções aplicadas pelo governo americano a Moscou por causa da guerra iniciada no dia 24 de fevereiro na Ucrânia.

Além dos americanos, o governo russo decidiu impedir a entrada de 26 cidadãos canadenses em resposta às medidas anunciadas anteriormente pelo país. A lista de "persona non grata" inclui a esposa do primeiro-ministro Justin Trudeau e comandantes militares seniores.

"Em resposta ao fato de que as autoridades canadenses declararam outra série de sanções contra Moscou, que incluíam não apenas representantes da administração estatal, mas também funcionários dos círculos militares e comerciais, bem como seus parentes próximos, a Rússia fecha definitivamente a entrada para a categoria semelhante de representantes canadenses", declarou a chancelaria russa.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Rússia já vetou a entrada de várias autoridades do Japão, incluindo o primeiro-ministro Fumio Kishida, e de mais de 287 deputados britânicos, além do premiê Boris Johnson.

Zuckerberg e Morgan Freeman estão na lista

Na lista de 963 americanos proibidos de entrar na Rússia, o governo de Vladimir Putin incluiu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e o ator Morgan Freeman. A estrela de Hollywood, em particular, é acusada de ter gravado um vídeo em 2017 no qual afirmava que Moscou estava conspirando contra os Estados Unidos.

A proibição de líderes políticos, além de Joe Biden, também diz respeito ao secretário de Estado Antony Blinken e ao chefe do Pentágono, Lloyd Austin.

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